Para combater piratas, empresa de ônibus pede para ANTT baixar tarifa

Transporte ilegal cobra menos de passageiros do Entorno até Brasília. Agência autorizou redução; data para novo valor não foi divulgada.

A empresa de ônibus G 20, que atua em linhas que ligam Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, à capital, pediu à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para baixar a tarifa, com o intuito de combater o transporte pirata. Os veículos irregulares cobram valor inferior ao preço da passagem praticado pela companhia.

A ANTT infomou no fim da tarde que a empresa está autorizada a reduzir a tarifa. Diretores da empresa G 20 se reuniam na noite desta segunda (7) para debater quando a o preço mais baixo será cobrado.

Pela proposta da companhia, a passagem de Luziânia para Taguatinga deve cair de R$ 6,55 para R$ 5,85 (redução de 10%). De Luziânia para o Plano Piloto, o valor deve passar de R$ 5,85 para R$ 5 – 14,53% menos.

A ideia da G 20 é que o preço mais baixo seja praticado por 90 dias. Um dos donos da empresa afirmou que já perdeu 3 mil passageiros por dia para o transporte pirata e que teve de suspender os planos para investir em novos coletivos.

Os veículos fazem transporte ilegal ao longo da BR-040. Os motoristas e donos dos carros que rodam sem autorização cobram R$ 5. O último aumento, de 11,29%, entrou em vigor em 21 de fevereiro. Desde então, os ônibus da G 20 cobram R$ 5,85 ou R$ 6,55.

Sem fiscalização na rodovia, os motoristas de transporte irregular cobram um preço menor para poder conseguir mais usuários. “Eles [piratas] cobram o preços que eles querem”, afirma o motorista Elimilton do Vale.

“Complica muito. Tira nossos passageiros, nosso serviço, nosso salário. De onde a empresa vai tirar dinheiro para pagar nós, se os piratas estão carregando os passageiros?”

Para justificar o aumento de fevereiro, a ANTT afirmou que levou em conta a alta nos “custos de operação” como combustíveis, lubrificantes, peças, veículos e folha de pagamento. Em 2015, a inflação oficial medida no DF ficou em 10,67%, abaixo do reajuste anunciado.

Fonte: G1

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