Oposição pode assumir instalação da CPI da Saúde no DF

Ainda em processo de instalação, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades na rede pública de Saúde do Distrito Federal provoca burburinho na Câmara Legislativa. Insatisfeitos com a demora do deputado Lira (PHS) em colocar a proposta para leitura em plenário, parlamentares de oposição podem, ainda hoje, assumir esse papel.

O peemedebista Wellington Luiz (foto) aumenta a pressão para que a iniciativa vire realidade. “A CPI vai sair. Pelo amor ou pela dor”, adverte o líder do PMDB. “O processo não para mais, até porque saiu do domínio do autor e passou a ser da Câmara”, diz.

A comissão proposta por Lira, há cerca de 20 dias, investigará possíveis irregularidades na Saúde no período de janeiro de 2011 a março de 2016. O assunto deve dominar os pronunciamentos na sessão desta terça-feira na Casa.

O aparente recuo de Lira também mereceu críticas do petista Ricardo Vale, que espera explicações do autor do pedido de abertura da comissão. “Ele deve isso a essa Casa. CPI não é coisa que se protocole em um dia e se retire no outro”, assegura.

Para Rodrigo Delmasso (PTN), a CPI não deve servir a interesses políticos. “Se for para melhorar a saúde do DF, está na hora de essa Casa contribuir com a sociedade”, pondera. Já Rafael Prudente (PMDB), acredita que caso a CPI não for pra frente, a imagem da Câmara será afetada negativamente. “A Câmara ficará desmoralizada, pois as pessoas aguardam ansiosamente por essa CPI”, afirma.

Mesmo após contato com a assessoria do parlamentar, não  Lira não retornou as ligações.

Fonte: Jornal de Brasília

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