Prevendo confrontos, GDF pede à Câmara calendário do impeachment

Processo deve começar a ser votado em 15 de abril, segundo Rollemberg. Câmara analisa se presidente pode perder mandato por ‘pedaladas fiscais’.

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, se reuniu nesta terça-feira (5) com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para poder preparar um esquema de segurança durante as votações do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O objetivo é evitar conflitos entre manifestantes pró e contra o governo.

Segundo Rollemberg, o processo deve começar a ser votado no dia 15 de abril, uma sexta-feira, e pode ser prorrogado até o dia 17.

“A expectativa é que centenas de milhares de pessoas estejam acompanhando essa votação. A nossa preocupação é que um grande contingente dessas pessoas tem uma posição e um outro grande contingente tem outra posição. E a nossa preocupação é de conflitos que com essa quantidade de gente a situação é extremamente preocupante.”

Processo de impeachment
Em dezembro do ano passado, o presidente da Câmara autorizou a abertura do processo de impeachment de Dilma. À época, ele afirmou que, dos sete pedidos de afastamento que ainda estavam aguardando sua análise, ele deu andamento ao requerimento formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.

O pedido de Bicudo – um dos fundadores do PT – foi entregue a Cunha em 21 de outubro. Na ocasião, deputados da oposição apresentaram ao presidente da Câmara uma nova versão do requerimento dos dois juristas para incluir as chamadas “pedaladas fiscais” do governo em 2015 (prática de atrasar repasses a bancos públicos a fim de cumprir as metas parciais da previsão orçamentária). A manobra foi reprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Nesta terça-feira (5), a presidente Dilma Rousseff disse que não planeja mexer em ministérios até que haja votação do processo de impeachment na Câmara. Dilma deu a declaração em entrevista após evento em que conheceu um novo avião cargueiro da Força Aérea, o KC 390, fabricado pela Embraer.

Dilma foi questionada por jornalistas sobre negociações do governo com partidos da base para tentar evitar o impeachment. A presidente chamou possíveis trocas nos ministérios de “especulações”.

“O Planalto não está pretendento qualquer estruturação ministerial antes de qualquer processo de votação na Câmara”, disse a presidente. “Não iremos mexer em nada.”

A presidente também respondeu sobre a possibilidade de uma troca no Ministério da Educação, atualmente comandado por Aloizio Mercadante, e ressaltou que “o MEC não está em questão”.

“Vocês têm de ter cuidado porque as especulações que vocês fazem sobre ministérios são absolutamente especulações. Sem base, sem consulta ao palácio”, declarou a presidente.

No Congresso, parlamentares da base aliada e oposição comentaram nesta segunda-feira (4) as negociações sobre cargos. Com a saída do PMDB da base aliada, o governo pode dar mais espaço para outros partidos.

Fonte: G1

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