GDF monta esquema de segurança para os dias de votação do impeachment

Com a iminência da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Governo do Distrito Federal já prepara um esquema de segurança para os próximos dias. O planejamento operacional, conforme a Secretaria de Segurança Pública, é para garantir a segurança de todos — manifestantes ou não — e a preservação do patrimônio público. Um esquema especial já é preparado para este fim de semana, quando estão previstas o início da votação do processo na comissão especial e manifestações na Esplanada dos Ministérios.

Para este fim, foi criado o “comitê da pacificação”, grupo formado por representantes dos movimentos favoráveis e contrários ao impeachment, além de mediadores escolhidos entre organizações da sociedade civil, para estabelecer o diálogo entre os dois grupos.

A criação do Comitê, diz a pasta, “reforça a diretriz que vem sendo estabelecida pela secretaria  e pelas forças de segurança de garantir tanto o direito à livre manifestação quanto o direto à segurança”.

Contextos

O grupo contribui com informações sobre os movimentos e, a partir da expectativa dos organizadores, as estratégias  são definidas. “Os planejamentos das operações de segurança, tanto das manifestações que ainda ocorrerão quanto daquelas já realizadas, têm sido feitos de acordo com as estimativas de público, entre outras informações prestadas pelos organizadores dos movimentos, e pelo monitoramento da adesão e do contexto político”, diz a secretaria, por meio de nota.

A secretária Márcia de Alencar junto com  dirigentes que compõem o Centro Integrado de Comando e Controle faz o acompanhamento  para tomada de  decisões.

Poucas ocorrências

No mês de março, ocorreram cinco grandes manifestações na área da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Conforme a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, ao todo, cerca de 170 mil pessoas saíram às ruas na área central de Brasília. Foram registrados, durante os eventos, poucos incidentes e/ou ocorrências, conforme a pasta. Na foto, policiais revistam pertences de manifestante, em ato realizado no ano passado.

Manifestações já começam no fim de semana

Para saber das pretensões da Câmara dos Deputados com relação ao cronograma do impeachment, o governador Rodrigo Rollemberg se reuniu, nesta semana, com o presidente da Casa, deputado  Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Eles discutiram as estratégias para garantir a segurança, durante o processo.

“Há uma preocupação da área de segurança em função do grande contingente de pessoas que deverão vir a Brasília, e é muito importante sabermos essas datas para nos programarmos da melhor forma possível”, explicou o chefe do Executivo local, ao sair do encontro.

Embora ainda não haja acordo, é provável que a votação na comissão especial que analisa o impeachment comece já neste fim de semana. Para domingo, está previsto um grande acampamento na Esplanada: movimentos sociais que defendem o governo devem se instalar lá para pressionar os parlamentares a votarem contra o impeachment de Dilma Rousseff.

Plenário

Em plenário, o processo do impeachment deve iniciar-se na próxima sexta-feira e, possivelmente, se estenderá até domingo (17). “Se for deixado para a semana seguinte, poderá se alongar e ir, em última hipótese, até  21 de abril”, explicou Rollemberg, lembrando que neste dia é feriado de Tiradentes   e aniversário de Brasília.

“Essa decisão cabe à Câmara, mas a nossa preferência é que todo o processo ocorra ao longo de dias úteis. Vamos nos preparar para garantir a integridade das pessoas e do patrimônio”, observou Rollemberg.

Saiba mais

A comissão especial que  analisa denúncia contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados começa a discutir o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) na manhã de hoje. Mas, segundo o presidente do colegiado, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), pode ser que se estenda até o fim de semana, já que a comissão tem até segunda-feira para votar o texto.

Caso a comissão vote o relatório na segunda-feira, o presidente fará a leitura do parecer do colegiado na sessão seguinte do Plenário  e, no dia posterior, é feita a publicação do documento no Diário da Câmara dos Deputados. Conta-se, então, o prazo de 48 horas para análise da denúncia no Plenário, que aconteceria, assim, na sexta-feira (15).

Se  começar no dia 18,  é possível que o rito invada o  feriado de 21 de abril.

Fonte: Jornal de Brasília

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