Forças de segurança e movimentos políticos repactuam regras para manifestações

Durante a reunião, também foi acordada estratégia para o momento de saída depois que terminar o processo de análise do pedido de afastamento da presidente. Os que tiverem os interesses atendidos pelo Congresso Nacional poderão deslocar trio elétrico pela Esplanada, mas somente após a dispersão do movimento antagônico.

Os compromissos firmados para priorizar a segurança de todos durante os protestos devem ser cumpridos até o fim do processo de análise do pedido de impeachment da presidente. Em 9 de abril, líderes dos movimentos e membros do governo de Brasília já haviam se reunido para pactuar normas de segurança.

Os líderes dos movimentos foram recebidos na sede da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social pela chefe da pasta, Márcia de Alencar; pelos subsecretários de Integração e Operações de Segurança Pública, tenente-coronel Vasconcelos, e de Inteligência, Elmiz Antônio Rocha Júnior; e pelo chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar, coronel Alexandre Sérgio.

Participaram da reunião: Central da Classe Trabalhadora, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Central Única dos Trabalhadores, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Limpa Brasil, Movimento Brasil Livre, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Marcha Mundial das Mulheres, Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal, Resistência Popular, Revoltados Online, Vem Pra Rua e União Nacional dos Estudantes.

Carros de som
Após a reunião com a Segurança Pública, representantes de movimentos a favor do impeachment da presidente Dilma foram recebidos pelo governador Rodrigo Rollemberg. O grupo pediu que o governo local autorize a utilização de mais carros de som e a liberação do gramado em frente ao Congresso Nacional.

O chefe do Executivo local explicou que a área mais próxima ao Parlamento ficará isolada por questão de segurança, visto ser um local estreito e cercado por duas grandes elevações. “Em caso de conflito, pode haver pessoas pisoteadas por causa dos taludes laterais”, disse. A questão dos carros de som será analisada pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social.

Pelo menos dois carros de som para cada lado das vias da Esplanada já estão autorizados: um no Museu da República e outro, no estacionamento do Teatro Nacional; um na Via S1, na altura da Alameda das Bandeiras, e outro, na Via N1, na altura da Alameda das Bandeiras.

Estiveram com o governador: o secretário-adjunto de Relações Institucionais, da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais, Igor Tokarski; o secretário-adjunto da Segurança Pública e da Paz Social, coronel José Cláudio de Siqueira Carvalho; os deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Fernando Francischini (SD-PR), Augusto Carvalho (SD-DF) e Izalci Lucas (PSDB-DF); e representantes dos movimentos pró-impeachment Movimento Brasil, Nas Ruas e Resistência Popular.

Agência Brasília

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