Emenda que libera a reeleição na CLDF só precisa de mais um voto

Após o governador dificultar a aprovação ontem na Casa, Celina Leão busca o 16º apoio.

“Vamos esperar. Não acabou  ainda, não”, resumiu a presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PDT), no fim da sessão de ontem. Era esperado que entrasse na pauta a emenda à Lei Orgânica que libera a reeleição para o comando da Casa. A distrital começou a sessão com o voto de 16 colegas, o suficiente para aprovar o texto em segundo turno, mas terminou com apenas 15, conforme contabilizou.O governador Rodrigo Rollemberg entrou em campo e teria impedido que a 16ª descesse ao plenário: Luzia de Paula (PSB). A Rede orientou  que os deputados  – Chico Leite, que já era contrário ao projeto, e Cláudio Abrantes, voto certo para Celina – não votassem a matéria “até que haja um encaminhamento deste debate”. Mesmo assim, Abrantes estava nas contas da deputada.

A intervenção do governador irritou Celina, que disse não estar se importando com o assunto. “Quem está preocupado é o governador, que saiu ligando desesperado para os deputados. Isso mostra que é  um governo fraco. Ele deveria ligado para mim, perguntando se eu iria colocar em votação. Mas  preferiu ligar para ameaçar os deputados da base”, desabafou.

Para voltar à pauta, o assunto vai ter de ser novamente debatido, disse ela: “Vamos construir”.

Adversária

A preocupação maior de Rollemberg é com 2018, na opinião de Celina, já que uma provável reeleição fortaleceria e cacifaria o nome dela para se candidatar a um cargo majoritário. “Acho que ele tem medo de uma futura concorrência em 2018. A partir do momento em que ele me trata como uma futura adversária, eu posso ser a futura adversária dele”, disparou.

Troca de indiretas

Enquanto os deputados tentavam votar um requerimento para que a secretária Márcia Alencar (Segurança) fosse convocada  à Câmara Legislativa explicar por que as filhas têm escolta especial, o líder do governo, Julio Ribeiro (PRB), disse que não entendia por que alguns deputados estavam tão nervosos na sessão de ontem.

Celina Leão tratou logo de responder: “Este Parlamento nunca esteve tão tranquilo. Quem está nervoso é o governo”.

Wellington Luiz (PMDB), que está entre os 15, também pediu para falar: “Eu não estou nervoso, mas indignado”, observou, depois de o requerimento não ter passado.

O líder do governo criticou ao açodamento na tramitação do requerimento: faltou negociação. E marcou dia para a secretária ir à Casa:  5 de maio.

 Fonte: Jornal de Brasília

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