Candidatos a administradores regionais terão de procurar um partido

Buriti acredita que, sem isso, o número de inscrições seria elevado demais.

No debate sobre a proposta de eleição direta para administradores regionais, o governo Rollemberg pretende defender a exigência de filiação partidária dos candidatos. Esta é uma das principais polêmicas do projeto de lei, que está em fase de consulta popular na internet.

A maior parte das 236 críticas e sugestões colhidas  pela Casa Civil, a maior parte questiona os requisitos para a candidatura, pleiteando a possibilidade de disputa de nomes sem laços com partidos.

“A gente percebe é que algumas pessoas gostariam de participar independentemente de se filiar a um partido. Porque elas entendem que há uma vocação. Já realizam em sua comunidade algum tipo de trabalho que as pessoas entendem como relevante. Mas elas não gostariam de fazer um trabalho dentro de uma estrutura partidária. Agora a gente tem vislumbrado algumas dificuldades, não que seja algo intransponível”, comentou o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

Do ponto de vista do GDF, o primeiro ponto em desfavor de candidaturas avulsas seria a incerteza quanto ao número de candidatos. A eleição poderia ser inviabilizada em função de uma eventual sobrecarga do sistema de contagem de votos detonada pelo excesso de chapas. O secretário adjunto de Relações Institucionais e Sociais, Igor Tokarski, acrescentou que a fiscalização da  Justiça Eleitoral é feita com base nas filiações.

Sugestões pelo site

De toda sorte, o governo garante debate aberto. A participação popular estará aberta até 14 de junho. no link que se pode acessar pelo site da Casa Civil (www.casacivil.df.gov.br). Até agora, as maiores participações foram do Plano Piloto, Águas Claras e Taguatinga. Após o período de propostas, o Buriti pretende revisar o projeto por 30 dias.

Nada de autonomia financeira ao eleito

A Casa Civil está concluindo um regimento interno dos administradores regionais, para delimitar no papel as atribuições dos gestores. Caso as eleições sejam aprovadas, o GDF não pretende conceder autonomia financeira para elas. Mesmo neste cenário, o GDF ainda considera necessária a criação da Secretaria das Cidades. O projeto está na gaveta até que surjam as condições financeiras e políticas ideais. O projeto para a escolha direta dos administradores foi uma das promessas principais de campanha de Rollemberg em 2014.

 Fonte: Jornal de Brasília

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