Exigência de filiação partidária para administrador regional desagrada

A exigência de filiação partidária para os candidatos a administradores regionais é o alvo da maioria das críticas na proposta apresentada pelo Governo do DF. Há 12 dias, a população começou a participar da elaboração do projeto que vai definir o modelo de eleição para os futuros ocupantes do cargo. Os comentários mostram que a obrigatoriedade de fazer parte de uma legenda para se inscrever no pleito não agrada. Até o momento, 636 pessoas se cadastraram no sistema e 236 questionaram artigos da minuta da proposição, publicada no site e manifestaram opiniões.

Entre elas, 73 questionam o artigo 10 da proposta do Executivo, que prevê a exigência. Algumas acreditam que os líderes comunitários querem participar das mudanças nas cidades, mas não querem se vincular a uma legenda. Outras 35 comentaram sobre a data da eleição ser no mesmo dia do pleito para governador, deputados distrital e federal, presidente e outros cargos. O terceiro maior alvo de sugestões foi o modelo proposto para o caso de perda de cargo dos eleitos.

A expectativa do Executivo é que centenas de sugestões ao projeto cheguem até 14 de junho, quando o prazo para participar se encerra. Depois disso, uma comissão analisará as propostas da população e o projeto segue para ser votado na Câmara Legislativa, o que deve ocorrer no segundo semestre. Os interessados podem fazer as críticas e sugestões pela internet ou presencialmente.

A regulamentação do modelo de escolha para administradores é uma promessa de campanha do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Ele já decidiu que o pleito se dará por meio de eleições diretas, com o voto da população, que poderá opinar sobre os detalhes da proposta. “Adotamos um formato de acordo com o previsto pela Justiça Eleitoral. A intenção é não gerar custos. Por isso, a previsão de filiação partidária, já que só acrescentaríamos no sistema já existente um campo para votar no administrador”, explica o secretário-chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio (foto de destaque).

Durante a campanha eleitoral, em 2014, um dos maiores questionamentos dos oponentes de Rollemberg era de que as eleições para as administrações exigiria a criação de uma Câmara de Vereadores. No entanto, Sampaio explicou que a escolha por meio do voto não significa que haverá autonomia financeira das administrações. “Elas não terão orçamento próprio. As verbas continuam sendo repassadas pelo GDF. As administrações continuam, inclusive, a receber emendas parlamentares”, disse.

Autonomia

A atribuições do administrador serão definidas em um regimento interno que já começou a ser elaborado por uma coordenação especial, vinculada ao gabinete do governador. As funções básicas serão tratadas separadamente e precisam ficar prontas antes da aprovação da proposta do Executivo na Câmara.

“O governador tem feito reuniões regulares com os administradores. O aperfeiçoamento dos regimentos é um pedido. Assim, podemos dar melhor condição de trabalho aos administradores com o corpo técnico e com a comunidade. Os regimentos internos devem se aplicar antes das eleições para que esses candidatos tenham delimitadas quais serão as atribuições com relação àquela cidade”, afirmou o secretário adjunto de Relações Institucionais e Sociais, Igor Tokarski.

Até o momento, a região que mais participou da consulta popular foi o Plano Piloto, com 65 pessoas. Águas Claras vem em segundo lugar, com 48; Taguatinga manteve 40 cidadãos ativos nos questionamentos; Ceilândia tem 38 participantes e o Guará 37. Ao todo, 236 participantes se declararam a favor do projeto; 61 a favor; 59 parcialmente a favor e 32 desfavoráveis.

Caso a proposta seja aprovada na Câmara, a eleição será para um titular em cada uma das 31 regiões administrativas. Para o pleito, a junção das cidades feita pelo GDF a fim de economizar não será válida.

Fonte: Metrópoles

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