Cunha deve deixar residência oficial até o fim da semana

BRASÍLIA — O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve deixar a residência oficial da Presidência da Casa, em Brasília, neste fim de semana. Ele entrou em contato com a Diretoria Geral da Câmara, na última sexta-feira — um dia depois de o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) ser eleito para sucedê-lo — e sinalizou que vai desocupar a casa até o fim desta semana.

Cunha renunciou ao mandato de presidente da Câmara no último dia 7 de julho. De acordo com a Diretoria Geral, ele tem trinta dias, até 7 de agosto, para desocupar a residência oficial, mas deve desocupar o imóvel bem antes do prazo. Pela regra, todo deputado tem direito a um apartamento funcional em Brasília e, caso não haja um disponível, o parlamentar ganha uma ajuda de custo para alugar um imóvel. Mas, como o caso de Cunha é atípico, já que ele está afastado do mandato, mas ainda é deputado, a Mesa Diretora ainda vai se reunir para discutir o caso específico do peemedebista.

O imóvel do presidente da Câmara, situado em área nobre de Brasília, já é mobiliado, mas a mulher de Cunha, Cláudia Cruz — também ré no Supremo Tribunal Federal (STF) —, levou alguns móveis pessoais para a residência oficial. Segundo informações da vizinhança, o casal ainda não começou a fazer a mudança.

Outro benefício que Cunha perdeu após renunciar ao cargo de presidente da Câmara foi o uso do aparato de seguranças da Câmara. Ele resolveu então, por conta própria, contratar seguranças pessoais para fazer a sua escolta.

Depois que foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do cargo de presidente e também do mandato de deputado, Cunha continuou ocupando a residência oficial por decisão da Mesa Diretora da Casa. Em ato, a Mesa estendeu ao ex-presidente direitos semelhantes aos garantidos à presidente afastada Dilma Rousseff: além do salário integral como deputado, equivalente a R$ 33,7 mil, a verba mensal de gabinete para a contratação de funcionários de R$ de 92 mil, podendo manter todos os funcionários que tem hoje em seu gabinete, também pode permanecer ocupando a residência oficial da Câmara, direito à segurança pessoal e a assistência à saúde, além de carro e uso do avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para se locomover.

Agora, depois de renunciar, ele terá direito a um apartamento funcional, mas não tem mais direito à segurança pessoal, carro e nem a usar avião da FAB para se locomover. Como está afastado do mandato de deputados, também não tem direito ao chamado “cotão”, verba que é usada pelos deputados para custear os gastos do mandato. A verba varia de estado para estado. No caso do Rio, é equivalente a R$ 35,7 mil por mês. Para ter direito a essa verba, o deputado tem que comprovar o gasto, apresentando nota fiscal.

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