Quatro candidatos à Prefeitura de SP são confirmados neste domingo

O cenário político da principal cidade do país foi agitado neste domingo (24-7), com a confirmação de ao menos quatro candidaturas à prefeitura da capital paulista: Celso Russomanno (PRB), Luiza Erundina (PSOL), Fernando Haddad (PT) e João Dória (PSDB). Este é um dos pleitos mais embolados dos últimos anos, já que ao menos cinco candidatos aparecem com chances reais de ganhar a prefeitura. Desses, apenas Marta Suplicy (PMDB), vice-líder da corrida, não teve evento oficial neste domingo.

Primeiro lugar nas pesquisas de opinão, o atual deputado federal e apresentador de televisão Celso Russomanno foi oficializado pelo pequeno PRB como candidato. A sua candidatura, no entando, já começa sendo questionada juridicamente, já que ele responde a um processo em que é réu por supostamente empregar recursos públicos da Câmara para pagar os salários de uma funcionária que atuava para sua produtora de TV.

Ainda assim, em parceria com os nanicos PSC, PTN e PEN, ele aceitou a designação com discurso de defesa da ação que sofre. “Eu não tenho insegurança jurídica nenhuma. Assim como o meu caso existem outros 116 análogos e todos foram arquivados porque a condição de assessor parlamentar no Estado permite que ele tenha mais de uma atividade”, declarou Russomanno, após ser aclamado pela Coligação. O ministro Marcos Pereira (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), do governo Michel Temer, participou da convenção, ao lado do presidente nacional do PRB em exercício, senador Eduardo Lopes.

Com problemas de outra natureza, o candidato tucano à capital paulista, João Dória, foi oficializado pregando a união do partido, bastante fragmentado desde a sua escolha para concorrer à eleição. Cristão novo dentro do PSDB, Dória foi, inclusive, acusado de ter comprado votos dentro da legenda para ganhar a indicação, o que ele nega. O estrago, no entanto, foi feito e alguns dos principais caciques do partido na capital, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o chanceler José Serra sequer deram o ar da graça na convenção. Dória está em quinto lugar nas principais pesquisas.

Apadrinhado pelo governador Geraldo Alckmin, ele fez, em seu discurso, uma série de referências ao clã Covas, herdeiros políticos de Mario Covas, falecido ex-governador do estado e uma das principais lideranças históricas do tucanato. “Expectativa [para a campanha é] muito boa, expectativa de crescimento. É a maior aliança partidária já construída para a prefeitura de São Paulo, o maior tempo de televisão, o maior agrupamento de pessoas, a maior quantidade de vereadores – é uma candidatura que tem tudo para vencer”, disse Dória.

De outra vertente política, mais à esquerda, a ex-prefeita Luiza Erundina, atualmente no PSOL, também foi oficializada candidata. Apesar de já ter sido a mandatária da cidade de 1989 a 1993 e ter cumprido mandatos seguidos de deputada federal desde então, ela aceitou a indicação se posicionando como alguém supostamente de fora da estrutura política tradicional.

“Queremos fazer de São Paulo uma cidade das pessoas, invertendo prioridades e dando poder de decisão ao povo. Contra o vale-tudo da política tradicional, acreditamos que, sim, os sonhos podem governar”, disse Erundina.

A convenção que homologou a chapa do PSOL, em parceria com o PCB, foi realizada no Sindicato dos Trabalhadores de Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), região central da cidade. Erundina aparece em terceiro lugar nas pesquisa de opinião para a prefeitura.

O atual prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), que amarga o quarto lugar nas pesquisas de opinião para a disputa da prefeitura, também teve a sua candidatura confirmada neste domingo. Com discurso de continuidade, apesar da baixa avaliação da sua gestão, ele pregou a necessidade de continuar o trabalho iniciado pela sua gestão. Seu discurso foi feito sob o olhar auspicioso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu padrinho político.

“Precisamos de mais quatro anos para consolidar tudo o que começamos na cidade de São Paulo. E não foi pouco o que começamos”, afirmou Haddad. Ele citou como conquistas de seu governo as faixas exclusivas de ônibus, as ciclofaixas, a queda no número de atropelamentos e também de mortes de ciclistas, o fim da aprovação automática nas escolas e o fim da inspeção veicular obrigatória.

Participaram da convenção, além de Lula, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT); o presidente nacional do PT, Rui Falcão; o ex-senador Eduardo Suplicy, o presidente estadual do PT, Emídio de Souza; a vice-prefeita Nádia Campeão; além de dirigentes do PCdoB, PR, PDT e Pros, que compõem a sua chapa.

Fonte: Metrópoles

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