Polícia Civil decide não recolher corpos de mortes naturais no DF

O Buriti está em um impasse: tenta evitar que a corporação decrete nova greve, mas diz que não tem recursos para bancar reajustes salariais que assegurem a isonomia com a Polícia Federal — principal reivindicação do movimento.Após a assembleia desta tarde, a categoria fez uma passeata em direção à Secretaria de Segurança Pública. Eles pediram a destituição da titular da pasta, Márcia de Alencar, declarada “persona non grata” pelos policiais.

Cargo à disposição
Diretor do Sindicato dos Delegados de Polícia do DF (Sindepo), Rafael Sampaio disse que, na assembleia promovida hoje pela entidade, Eric Seba afirmou que vai colocar à disposição o cargo de diretor-geral da PCDF, caso o governo local não envie mensagem ao Congresso sobre o reajuste dos policiais civis. O Sindepo ainda protocolou um ofício no Palácio do Buriti pedindo a exoneração da secretária de Segurança. Eric Seba não retornou os contatos da reportagem para comentar o caso.

Mais cedo, enquanto o sindicato dos policiais civis (Sinpol-DF) reunia servidores em frente ao Palácio do Buriti para discutir os rumos do movimento, o governador recebia a cúpula da PCDF, incluindo o diretor-geral, Eric Seba. O secretário-chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, acompanhou a reunião. O GDF promoverá um novo encontro para debater o tema, na segunda-feira (15), desta vez, com lideranças sindicais.

“Queremos crer que a reunião (na segunda) seja sobre o envio da mensagem ao Congresso em relação à nossa paridade com a Polícia Federal. Eles estão preocupados com os números das finanças do governo, mas estão esquecendo dos números da segurança, que sofre com a falta de investimento e valorização dos seus servidores. Se, na segunda-feira (15), o GDF não apresentar a proposta, na terça (16) os cargos de chefia serão entregues”, disse o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco, o Gaúcho.

O deputado federal Laerte Bessa (PR-DF), ex-diretor geral da Polícia Civil e deputados distritais participaram da assembleia e prometeram apoio aos agentes.

Recursos
Na quarta-feira, Rollemberg argumentou que o DF não tem caixa para bancar o aumento.  “Nós reconhecemos que a isonomia é justa, mas precisamos apresentar uma proposta concreta. Nós tivemos dois anos de recessão, de redução da arrecadação e é claro que isso cria dificuldade para qualquer tipo de aumento. Nós estamos examinando com a maior boa vontade, para ver qual a proposta que podemos fazer para a Polícia Civil. Não adianta de nada eu fazer uma promessa se não puder honrar esse compromisso”, declarou o governador ao Metrópoles.

Em reunião no último dia 2, o GDF ofereceu aumento escalonado: 7% em outubro de 2017; 10% em outubro de 2018; e 10% no mesmo mês de 2019. Já no fim da tarde do mesmo dia, durante um novo encontro, surgiram outras duas propostas.

A primeira estipulava 23% em agosto de 2017; 4,75% em janeiro de 2018 e 4,5% em janeiro 2019. Na outra sugestão, os percentuais são de 10% em janeiro de 2017; 13% em agosto de 2017; 4,75% em janeiro de 2018 e 4,50% em janeiro de 2019. As duas propostas foram rejeitadas.

Fonte: Metrópoles

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Consultor em Marketing Político; especialista em pesquisa de opinião pública; autor do Blog do Sandro Gianelli; escreve a coluna On´s e Off´s, de segunda a sexta, no Jornal Alô Brasília; apresenta o programa Conectado ao Poder, aos sábados, das 12h às 14h, na Rádio OK FM. É presidente da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno.

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