Governadores reunidos em Brasília querem apoio para superar a crise financeira

Chefes do executivo que se consideram menos beneficiados com a proposta de renegociação das dívidas buscam outras medidas para melhorar a situação e desenvolver a economia.

Em busca de maior equilíbrio financeiro das unidades da Federação, governadores e representantes do Centro-Oeste, do Nordeste e do Norte reuniram-se em Brasília na tarde de terça-feira (16). Primeiro, eles apresentaram propostas para o presidente do Senado, Renan Calheiros. Em seguida, foram ao Palácio do Planalto, onde, com a presença do senador, dialogaram com o presidente da República em exercício, Michel Temer.

Outras medidas

Menos beneficiados com a proposta de renegociação das dívidas em análise no Congresso Nacional, eles buscam outras medidas para melhorar a situação financeira e desenvolver a economia. “O que queremos é um equilíbrio no auxílio financeiro [da União] às unidades da Federação. A renegociação é um passo importante, mas atende muito mais a estados do Sul e do Sudeste”, explicou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

Entre as propostas apresentadas, Rollemberg pontuou maior liberação de empréstimos: “Fundamentais para recuperar a capacidade de investimento dessas regiões”.

Além disso, as sugestões incluíram a regularização de repasses do Fundo de Auxílio Financeiro para Fomento às Exportações e alteração no porcentual do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal. “Nossas unidades federativas passaram por ajuste fiscal, fizemos nossa parte para ajudar no superávit do País. Agora, buscamos recursos”, resumiu o governador de Mato Grosso, Pedro Taques.

Rollemberg

Após o encontro com Michel Temer, Rollemberg avaliou que o governo federal entende as necessidades das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte. “Houve o reconhecimento de que tem uma situação urgente e que precisamos do apoio da União”, disse.

Também participaram dos encontros, entre outras autoridades: os governadores do Acre, Tião Viana; de Alagoas, Renan Filho; da Bahia, Rui Costa; do Ceará, Camilo Santana; de Goiás, Marconi Perillo; de Mato Grosso, Pedro Taques; do Pará, Simão Jatene; do Piauí, Wellington Dias; e do Tocantins, Marcelo Miranda; os vice-governadores do Amapá, Papaléo Paes; e da Paraíba, Ana Lígia Feliciano; e os ministros da Casa Civil, José Padilha; e da Secretaria de Governo da Presidência da República, Geddel Vieira Lima.

Fonte: Fato Online

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