Polícia indicia 3 servidores do GDF por tentarem extorquir SindSaúde

Edvaldo e Cristian teriam pedido propina para evitar que, por falta de certidões que deveriam ser apresentadas ao GDF, a entidade perdesse recursos descontados no contracheque de servidores filiados. Medeiros teria agido como interlocutor do esquema. O trio será ouvido nos próximos dias pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap).

A investigação está em fase final. Na oportunidade, eles poderão apresentar suas defesas ou até mesmo tentar um acordo de colaboração com a polícia para apresentar novas denúncias e indicar outros envolvidos. O meio para fazer o repasse ilegal seria um contrato de uma prestação de serviços inexistentes. A corretora de seguros Netsaron, que emitiria as notas fiscais, pertence à família de Edvaldo Simplício da Silva.Os documentos simulariam a prestação do serviço de consultoria, na verdade nunca realizado. A cobrança de honorários seria firmada na quantia de R$ 200 mil. Porém, para que a negociação fosse adiante, Edvaldo exigiu o pagamento de um sinal no valor de R$ 50 mil, representando uma sinalização de aceite, denunciou a sindicalista.

Em uma carta endereçada ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB), Marli contou que aceitou a proposta, mas não tinha interesse de pagar a propina exigida. Um contrato chegou a ser assinado com a corretora de seguros. O acordo garantia que o processo fosse “paralisado” dentro da secretaria até a regularização das certidões.

No grampo feito por Marli, Medeiros atua na condição de interlocutor de Edvaldo. Segundo ele, o prazo venceria dia 25. Por isso, “o acordo tinha que ser feito até terça-feira e não tinha como esperar até semana que vem”.

As declarações irritaram a sindicalista. “Além de me extorquir, ele (Edvaldo) está me pressionando? Ele traz um processo de R$ 214 mil e ainda bota a faca no meu pescoço? (…) Ele é servidor público. Você sabe que ele não pode fazer esse tipo de coisa. Esse cara está usando o cargo público para me extorquir”, reclama Marli no áudio (confira abaixo).

 

Busca e apreensão no Buriti
Na manhã de 17 de agosto, a Decap deflagrou uma operação (foto de destaque) para cumprir oito mandados de busca e apreensão na Vice-Governadoria, secretarias no Palácio do Buriti, e em residências de servidores envolvidos. O objetivo foi colher provas sobre as denúncias de um suposto esquema de pagamento de propina no GDF. A operação, em parceria com o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), teve como alvo as pessoas envolvidas nos grampos feitos pela presidente do sindicato.

O objetivo da operação foi apreender documentos, celulares, computadores e outros elementos de prova — como e-mails — de extorsão por parte de servidores públicos.

As primeiras gravações que apontavam para um possível esquema de propina e de desvio de dinheiro na saúde pública do DF vieram à tona em julho deste ano, quando foram divulgadas conversas entre Marli Rodrigues, o vice-governador Renato Santana e o ex-secretário de Saúde Fábio Gondim.

Parte desses diálogos insinua que o governador Rodrigo Rollemberg tinha conhecimento do esquema. Os trechos que citam o socialista foram enviados, no último dia 6, à Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR ficará responsável por definir se os trechos do inquérito trazem indícios suficientes para que se abra uma investigação sobre o governador.

Fonte: Metrópoles

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