Professores da rede pública do DF aprovam paralisação no dia 10

Professores e profissionais da educação do Distrito Federal aprovaram nesta quinta-feira (22) paralisação no dia 10 de novembro, quando devem avaliar as possibilidades de fazerem uma greve geral. O ato aconteceu em frente ao Palácio do Buriti e à Câmara Legislativa. De acordo com as categorias, os servidores também protestavam contra o que chamam de “retirada de direitos” dos profissionais da educação.

Os servidores reivindicam o pagamento de 3,73% da última parcela do plano de carreira dos professores, que deveria ter sido paga em outubro do ano passado. Por estar no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, o GDF afirmou estar impedido de realizar o pagamento.

De acordo com a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) a última parcela do reajuste deve ser concedida a profissionais de assistência à educação (5,47%) e carreira de magistério (média de 3,50%). Esses reajustes fazem parte da última parcela acordada entre as categorias e o GDF.

A Casa Civil informou que o pagamento deve ser dado a cerca de 153 mil servidores de 32 categorias, incluindo inativos. A previsão é que os reajustes sejam pagos em novembro. A subsecretaria de Relações do Trabalho e do Terceiro Setor, da Casa Civil e representantes do Sinpro tiveram uma reunião na última terça-feira (20) para tratar do acordo.

O GDF adiou para este ano o pagamento das parcelas dos reajustes acertados na gestão passada. A data prevista era outubro, mas o reajuste não aparece nos contracheques já disponibilizados aos servidores. O GDF diz que o pagamento referente a outubro só é pago em novembro.

Em agosto, o governo do Distrito Federal estimou em R$ 1,3 bilhão o impacto dos reajustes aos servidores. Só em 2016, o governo gastaria R$ 200 milhões, e em 2017, R$ 1,3 bilhão. À época, o GDF estudava como honrar o pagamento da última parcela do reajuste, aprovado na gestão Agnelo Queiroz.

Os cálculos não levam em conta os aumentos reivindicados pelos servidores neste ano – como os da Polícia Civil. Paralelamente, o GDF estimou um rombo de R$ 1 bilhão no caixa para fechar o ano, disse o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

professores“Devemos aprovar a adesão dos professores a uma greve geral no país que será definida com a CUT. Deve ser paralisação com tempo determinado. Tendemos a endurecer com o GDF a partir de 2017”, afirma o diretor do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Julio Barros.

Cerca de 6 mil professores estiveram debaixo das tendas montadas em frente à sede do governo distrital para decidir sobre o indicativo de uma greve geral, segundo o sindicato. A categoria tem 30 mil profissionais ativos e aguarda a abertura de um novo concurso com vagas para mais de 2 mil profissionais.

“Ele [Rollemberg] quer destruir o Estado. Nós lutamos tanto para construir coisa na escola. Quando ele ataca o salário dos professores, esse é o golpe final. É um momento muito difícil para todos os brasileiros, mas nós, servidores públicos, ficamos acuados porque, no meio dessa crise, reivindicamos um reajuste que é nosso direito”, disse a professora Carla Costa.

Entidades que representam estudantes das escolas e universidades públicas manifestaram apoio ao movimento e recusaram o que qualificaram como “retrocessos na educação”, como a reforma da Previdência, proposta pelo governo Temer.

“Se a gente não derruba os projetos federais, isso vai influenciar na situação local do DF. E isso passa pela execução da meta 17 do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que prevê que todos os profissionais do magistério ganhem, no mínimo, a média salarial das carreiras do nível superior, em 4 anos”, disse Barros.

Fonte: G1

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