Artigo | Ceilândia, a menina que virou mulher, completa 46 anos de história

Por Luzia de Paula

A história da minha vida se mistura com a história da cidade que escolhi para viver. Nasci e cresci em Minas Gerais e logo cedo vim em busca do sonho do progresso na nova Capital.

Em Ceilândia construí minha família, tive filhos e netos. Aqui vivo a mais de 42 anos, tempo suficiente para falar com propriedade sobre os problemas que enfrentamos e os desafios que ainda temos.

Vi o crescimento de cada cidade, bairro ou região, como queira chamar, porque Ceilândia não é uma. Ceilândia são várias. Cada uma com sua característica única. A Ceilândia do Centro, que é diferente da Ceilândia Sul, da Norte, do Setor O, Setor P Sul, Setor P Norte, Condomínio Privê, Expansão do Setor O, QNQ, QNR, Guariroba, Pôr do Sol, Sol Nascente e da Área Rural.

Essa é a nossa Ceilândia, uma das maiores cidades do Brasil, que apesar de não ter prefeitura, se fosse município, de tão grande que é, conviveríamos com o segundo turno na eleição de prefeitos e vereadores.

A Ceilândia de tantas culturas, forte no Rap e no Hip Hop, tradicional no Forró, atual no Sertanejo Universitário, sem perder as origens da Moda de Viola, sem contar com o Axé, Pagode e Funk que embalam as novas gerações.

E a Feira, ou melhor, as Feiras? Quem nunca foi na Feira Central de Ceilândia ou na Feira do Produtor? Sem falar em todas as feiras em vários bairros.

Ceilândia de atletas e artistas consagrados, uma verdadeira fábrica de talentos. Imortalizada na música de Renato Russo, o clássico Faroeste Caboclo.

A Ceilândia da minha história de vida. Que ao longo de 30 anos me deu a oportunidade de formar mais de 30 mil crianças, que contribuem para um Distrito Federal melhor.

Essa é a Ceilândia que conheço, que me deu tudo, e que por mais que eu tente devolver, sempre será pouco para a maior cidade do Distrito Federal.

Para você, Ceilândia, eu desejo dias de progresso e muito trabalho, porque nossa história foi construída por gente trabalhadora. Afinal, são 46 anos de muito esforço.

Desejo um feliz aniversário para cada um que aqui ajudou a construir a história da nossa cidade, nossa Ceilândia, a menina que virou mulher.

Fonte: ASCOM Luzia de Paula

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