Três perguntas para o Senador Cristovam Buarque (PPS/DF)

A faixa de pedestre é uma conquista de seu governo. Esse é o grande legado da sua gestão?

Sim, certamente é uma das conquistas mais importantes, mas não a única. Acredito que o conjunto dos programas implantados representa o legado da minha gestão. A campanha pelo respeito à faixa de pedestres e, principalmente, a lei que a instituiu, foi um símbolo da educação e civilidade na capital do país. Tenho muito orgulho de ter liderado esse importante exemplo de cidadania. Mas conseguimos implantar em todas as áreas diversos programas tão importantes quanto esse. Destaco alguns: o Bolsa-Escola, o Saúde em Casa, Não dê Esmola, dê Cidadania, Projeto Saber, Programa de Avaliação Seriada (PAS), Escola Candanga, Mala do Livro, Cada Criança uma Árvore, Saneamento Básico, Gestão Democrática nas Escolas, Brasília Legal, Orçamento Participativo, Temporadas Populares, entre outros.

O que o senador defende em relação à Reforma da Previdência?

As reformas são necessárias para retomar o crescimento do país, em especial a da Previdência. Defendo, entre outras coisas, que sejam mantidas as regras especiais para aposentadoria dos professores, assim como uma transição entre os que estão no mercado de trabalho e os que ainda vão começar. Uma política responsável e competente deve compatibilizar os propósitos sociais com os recursos disponíveis, sem esquecer os interesses das futuras gerações.

Qual é a sua avaliação entre a relação do Governo de Brasília e os professores?

É preciso levar em conta a diferença da relação do Governo com os professores e do Governo com o Sindicato dos Professores. Pelo que leio nos jornais, sinto que a relação com o Sindicato não é boa, já que prometeram o que não vão cumprir. Já em relação aos professores fica difícil avaliar porque essa a gente não percebe pelos jornais e desconheço pesquisas. Tenho a impressão que o governador Rodrigo Rollemberg não fez nenhum programa com o mesmo comprometimento e entusiasmo como fizemos entre 1995 e 1998. No entanto, não vejo nada que ele tenha feito que possa radicalizar a relação negativa como em outros estados onde houve enfrentamentos violentos.

Por Sandro Gianelli
Coluna On´s e Off´s / Jornal Alô Brasília

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Consultor em Marketing Político; especialista em pesquisa de opinião pública; autor do Blog do Sandro Gianelli; escreve a coluna On´s e Off´s, de segunda a sexta, no Jornal Alô Brasília; apresenta o programa Conectado ao Poder, aos sábados, das 12h às 14h, na Rádio OK FM. É presidente da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno.

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