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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) foi palco de mais uma operação evolvendo representantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Dessa vez o alvo foi o gabinete da deputada distrital Sandra Faraj (SD) e a 1ª Secretaria da Casa, que é comandada pela parlamentar. A distrital é investigada por uso irregular de recursos da verba indenizatória e por cobrar parte dos salários de servidores comissionados nomeados por ela ou por indicação dela.

Condenados, réus e investigados

Além da parlamentar, a CLDF tem dois parlamentares condenados: Liliane Roriz (PTB) e Cristiano Araújo (PSD); cinco réus: Celina Leão (PPS), Raimundo Ribeiro (PPS), Júlio Cesar (PRB), Bispo Renato Andrade (PR) e Cristiano Araújo; além de outros parlamentares que são investigados, assim como Sandra Faraj.

Cassação

O desgaste para a Câmara é grande, mas a possibilidade de cassação da parlamentar é remota. Os parlamentares condenados vão recorrer da decisão e os que se tornaram réus sequer foram julgados. Se nem os parlamentares citados nestes casos foram cassados, porque a CLDF cassaria Sandra Faraj? Neste caso resta somente a condenação pelo relacionamento pessoal entre Sandra e os demais parlamentares, o que regimentalmente não justifica uma cassação.

Por Sandro Gianelli
Coluna On´s e Off´s / Jornal Alô Brasília