“O governo sempre coloca a culpa no salário do servidor público”, afirma Abrantes.

On´s e Off´s entrevistou o deputado distrital Cláudio Abrantes que saiu da base do governo e também da REDE. O parlamentar tem até seis meses antes das eleições para definir um partido. No regimento interno da Câmara tem até um ano para se filiar.

Cláudio Abrantes Deputado distrital (Sem partido)

O que te motivou a sair da base do governo Rollemberg?

Foi uma aglomeração de vários episódios. Desde o início do meu mandato venho tendo atritos com o governo em função de compromissos não cumpridos, inclusive do programa de governo do PSB, que eu apoiei no segundo turno, contra o meu partido da época. São vários problemas. Um deles é o fato de não confiar mais nas propostas do governo. Tudo isso me fez tomar a decisão de sair da base.

A polícia civil foi o estopim para a sua saída?

Sim. O governador, desde a campanha defendia a paridade. Agora com dois anos de governo ele ainda não deu uma solução, pelo contrário, trava as negociações com a polícia civil.

Houve algum problema interno na REDE que motivou a saída do partido?

Os problemas internos da REDE já passaram, eu respeito a rede e espero que o partido tenha sucesso. Procuro pautar a minha vida política pela coerência. Como eu poderia justificar estar fora da base e pertencer a um partido da base. Seria uma incoerência muito grande. O mesmo acontece com o bloco, que terei que sair, o meu bloco pertence a base e sou o líder do bloco. Como vou liderar um bloco da base se estou na oposição.

Por Sandro Gianelli / Coluna On’s e Off’s / Jornal Alô Brasília

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