Metodologia de pesquisa utilizando dados de usuários do Facebook é apresentada em evento na Universidade de Brasília

Para a maioria apenas entretenimento, para outros, fonte de renda. Para coletivos, formas de comunicação e mobilização e ao mesmo tempo, para autoridades, sistemas de monitoramento de usuários que se fundamentam em práticas coercitivas junto aos mesmos coletivos. A lista pode não ter fim quando o assunto é a percepção e uso que se faz das redes sociais.

Se à primeira vista o Facebook é uma rede social digital de amigos e compartilhamento de informações, por trás da amigável interface visível nas telas de computadores e dispositivos móveis encontra-se um circuito complexo de pessoas, empresas, capitais e algoritmos que constroem novas realidades de poder institucional e econômico, negociados em dimensões do real ao virtual.

É a partir dessa perspectiva que Maíra Moraes, doutoranda do programa de pós-graduação da Faculdade de Comunicação de Brasília apresenta o resultado de uma análise “Materialidades de práticas de vigilância: como suas curtidas no Facebook constroem um candidato político”, no dia 11 de agosto, na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília.

Maíra afirma que “durante uma pesquisa para o estado da arte e do conhecimento sobre as práticas de marketing político no Brasil, identifiquei que os estudos acadêmicos sobre o tema compreendem a internet e a mídia social apenas como meio de comunicação, reduzindo a análise sobre a abrangência e influência desses atores nas relações sociais, incluindo sua a dimensão político-eleitoral. Para além da sociabilidade virtual, as redes sociais integram práticas de vigilância e controle do comportamento de usuários. Uma das materialidades dessas práticas pode ser a criação da persona de um candidato político”.

A metodologia para uso dos dados do Facebook, analisada pela pesquisadora foi utilizada pela primeira vez durante as campanhas eleitorais de 2016 no Brasil. Desenvolvida por Marcelo Vitorino e Natália Mateus, especialistas em marketing político digital, a metodologia tende a se ampliar nos próximos anos, principalmente pela redução de recursos nas campanhas brasileiras: para a pesquisa apresentada aqui foram investidos R$720,00 e informações similares a estas eram identificadas pelos estrategistas em grupos focais que costumam custar pelo menos dez vezes mais.

Sobre a Jornada Discente da FAC-UnB

Com o tema “Metodologia de Pesquisa em Comunicação”, a Jornada acontecerá entre os dias 9 e 11 de agosto de 2017, nas dependências do PPGCom/FAC/UnB. O professor José Luiz Braga (Unisinos) ministrará a palestra de abertura do evento. A conferência está marcada para o dia 10 de agosto, às 19h, no Auditório Pompeu de Sousa, na Faculdade de Comunicação da UnB.

Fonte: Terra

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Consultor em Marketing Político; especialista em pesquisa de opinião pública; autor do Blog do Sandro Gianelli; escreve a coluna On´s e Off´s, de segunda a sexta, no Jornal Alô Brasília; apresenta o programa Conectado ao Poder, aos sábados, das 12h às 14h, na Rádio OK FM. É presidente da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno.

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