Fotos de reuniões só satisfazem o político e não ao eleitor

Fotos, reuniões e muito pouco de interesse do cidadão. Essa é a realidade das redes sociais de boa parte dos políticos que se utilizam das ferramentas digitais para se aproximarem dos eleitores. É uma pena que seja assim, mas essa é a realidade vivida.

Em meio a essa verdade quase que absoluta, estão os assessores, as agências e os analistas de mídias sociais. Infelizmente, quase sempre reprodutores da vontade egocêntrica de seus contratantes que, raramente, entendem de comunicação tanto quanto imaginam.

Diante disso, o que se observa é um baixo nível de engajamento, de envolvimento e de participação a cada publicação realizada. O pior é que, por conta do baixo alcance, a cobrança quase sempre recai sobre o profissional.

A culpa, normalmente, aos olhares do político, é dele. Ou não soube escrever corretamente o texto de apoio, ou as fotos e artes não ficaram bonitas, mas, em raríssimas exceções, há um autocrítica quanto à ingerência do cliente no trabalho profissional.

Geralmente, de pouco adianta o profissional de comunicação explicar e embasar suas escolhas. O estudo da psicologia das cores, a análise do público alvo, a adequação do discurso pouco importam ao cliente, Para eles, o importante é o gosto pessoal e não aquilo que vá ao encontro dos anseios do internauta. Satisfazendo seu ego, está tudo certo.

Essa é uma realidade contra a qual sempre lutarei, mesmo que saiba que  tal luta é vã.

A nosso favor, temos sempre números e dados a apresentar, via de regra, constantes dos relatórios que são encaminhados, mas que são ignorados e, provavelmente, jogados em qualquer gaveta para permanecerem no ostracismo. Tolos, boa parte da classe política ignora os números e dados que realmente interessam. Ao contrário do que pensam, não são os likes o mais relevante, mas o comportamento do seu internauta, seu eleitor. Esses dados são o que realmente importam, pois a partir deles vai ser possível entendê-lo para que sejamos capazes de produzir algo que vá ao seu encontro e de suas necessidades. É só a partir disso, desse entendimento que será possível promover interações que podem, no futuro, se reverter em voto. Like não é voto, like é só uma curtida, tão passageira quanto um clik, tão efêmera quanto uma escultura na areia da praia.

Se é que pode ficar uma dica, depois dessa breve reflexão, é que redes social não é feita para o político, não para satisfazer as suas vontades, seus gostos pessoais, mas para o seu público. Logo, o desejo do candidato, do prefeito, do deputado, do governador deve ser menos importante do que aquilo que o internauta realmente busca ao curtir uma página de qualquer agente político.

Sem entender isso, o risco de jogar dinheiro fora e de gastar energia à toa é gigantesca. Se você político não entende, não cobre  de quem, quase sempre, tem menos responsabilidade sobre os resultados: o profissional de comunicação.

O cobre de forma veemente se ele tiver liberdade e os resultados não vierem. Se o aprisionar e o impedir de realizar o trabalho da forma adequada entenda que a culpa pelos maus resultados pode ser, provavelmente, exclusivamente sua.

Fonte: Meon

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