“O PSB não vê nenhum problema em uma coligação com o PT nas eleições de 2018”, afirma Acilino Ribeiro

Acilino Ribeiro ao centro

O Subsecretário de Movimentos Sociais e Participação Popular do Governo de Brasília, Acilino Ribeiro (PSB), defenderá uma coligação entre o PSB e o PT no DF. Para Acilino, o PT ainda tem militância. As declarações ocorreram durante entrevista para a Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno (ABBP).

Sem definição

A afirmação é de que existem conversas em busca do apoio do PT para uma coligação com o PSB nas eleições de 2018, porém não há nada acertado. Acilino defende que uma das vagas ao senado seja do PT, mas deixa claro que o condutor do processo sucessório será o governador Rodrigo Rollemberg.

Aliança de esquerda

Alas do PSB aguardam a autorização do governador Rodrigo Rollemberg para montar uma comissão que buscará o diálogo com todos os partidos de esquerda do DF em busca da reeleição ao GDF.

Temor a derrota

Acilino teme que se a esquerda não se unir nas eleições de 2018 a direita voltará a governar o DF. “Mesmo que os partidos de esquerda não se unam no primeiro turno, não tenho duvidas de que todos estarão juntos no segundo”.

Definição do voto

Algumas siglas de esquerda, mesmo sem parlamentares, possuem militância e isso pode ser um fator decisivo no resultado das eleições. Além da militância, o uso das redes sociais terá um grande peso. Outro fator determinante será a ética dos candidatos, principalmente ao governo.

Rollemberg presidente

Acilino não descarta a possibilidade do governador Rodrigo Rollemberg ser candidato à presidência ou a vice-presidente da república pelo PSB, mas isso dependeria do apoio de massa, como ocorreu com Eduardo Campos. “A militância do PSB nacional em sua ampla maioria quer que o partido tenha candidatura própria a presidência. O percentual é superior a 80%”.

PSB x PSDB

Acilino criticou a intenção do PSB de São Paulo em apoiar a candidatura do PSDB nacional à presidência da República. Para ele, o apoio do PSB em nível nacional ao PSDB não é um projeto do partido. O entendimento é que seja apenas uma estratégia da sigla em São Paulo.

Sem comprometimento

Acilino acredita que, caso o governador Geraldo Alckmin renuncie para concorrer a outro cargo nas eleições de 2018, o PSB assumiria o governo de São Paulo com o vice, Marcio França, porém “entendo que o França poderá assumir o governo sem o compromisso com o PSDB, indo para a reeleição sem esse comprometimento partidário em nível nacional”.

Distritão e fundo partidário

“A manipulação da opinião pública deve ser um fator de enfraquecimento da renovação política no Brasil. O distritão e o fundo partidário bilionário caminham no mesmo sentido, de manter os mesmos políticos no poder”, afirma Acilino.

Manipulação

“Não podemos manipular a opinião publica com a opinião publicada. Os governos e grupos econômicos não podem usar da publicidade para pautar a imprensa em busca de formar uma opinião. E pior, não se pode usar o poder econômico para calar a imprensa” alertou Acilino Ribeiro.

Perseguição

Acilino fez criticas a lava jato, para ele a operação era para passar o Brasil a limpo e acabou sendo usada em prol de grupos políticos e econômicos para destruir a economia brasileira. “A operação virou lava para a direita e jato para a esquerda”.

CPI da grilagem

Ao comentar sobre as derrubadas no DF, Acilino defendeu a criação de uma CPI, na Câmara Legislativa, para investigar a grilagem de terras no DF. A proposta seria realizar uma correição em todos os cartórios do DF investigando a propriedade das terras desde o inicio do DF.

Critica interna

Acilino fez duras criticas aos secretários, para ele o governador é o responsável por tudo que acontece no governo, mas ele não é o culpado. “Em diversos setores a culpa é dos secretários. Que deveriam estar preparados para tocar a gestão de suas pastas e nem sempre conseguem ter eficiência”.

Critica interna 2

A afirmação de que alguns administradores não representam o governo também chamou atenção. “Administradores sequer falam em nome do governador. Determinados agentes públicos não assumem suas responsabilidades e jogam a culpa no governador, mas nem tudo é culpa dele.

Sem responsabilidade

É certo que nem todos os secretários e administradores são do PSB, para Acilino o governo esta dividido entre os que serão aliados nas eleições de 2018, mas reconhece que alguns membros não estarão com o governo. “Infelizmente esses são aqueles que jogam a culpa no governo e não na sua falta de capacidade em resolver os problemas”.

Candidatura

Apesar de vários movimentos sociais do PSB defenderem uma candidatura de Acilino Ribeiro ao senado, ele afirma que nunca reivindicou, mas deixa seu nome a disposição do partido. “Me sentiria contemplado com uma suplência ao senado. Assim poderia ajudar a coordenar a reeleição do governador”.

Coronelismo religioso

“Hoje nós vivemos um coronelismo religioso nas eleições. As grandes igrejas ampliam seu Poder por meio do voto. Temos que dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, ou seja, não devemos misturar política e religião”, defende Acilino.

Por Sandro Gianelli / Coluna On’s e Off’s / Jornal Alô Brasília

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