Alckmin defende menos marketing nas campanhas

São Paulo — O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, está dando pistas do tom de sua campanha, caso seja o candidato do PSDB à Presidência da República em 2018. Sem perder a oportunidade de provocar João Doria, seu concorrente no partido, Alckmin defende menos marketing nas campanhas, promete estabilidade aos brasileiros e diz que a questão fiscal não pode ser mais alvo de embate político.

Exame – Por que o senhor quer ser presidente da República?

Alckmin – Há muita tergiversação sobre o que é o novo na política: é idade, é nunca ter sido candidato ou é não ter experiência pública? Para mim, é falar a verdade e defender o interesse coletivo, que é órfão no Brasil. Eu quero ser candidato, mas depende do partido.

Exame – O que o senhor faria nos 100 dias iniciais do governo?

Alckmin – O presidencialismo é um embate de personalidades, às vezes com canelada e vale-tudo de baixo nível. Qual o lado positivo desse sistema? O eleito tem a maioria dos votos, o que dá legitimidade. O primeiro ano eleito é decisivo. Tem de fazer de cara a reforma da Previdência e a tributária —esta em etapas. E adotar uma política fiscal rigorosa, para ter uma política monetária e cambial compatível com o investimento. Tudo isso colocaria o país no rumo do crescimento.

Exame – Qual a sua expectativa com a reforma política?

Alckmin – Estou confiante que acabe a marquetagem. Seria bom se pelo menos passasse a proibição de coligação proporcional.

Exame – E o que pensa sobre a radicalização na política?

Alckmin – A questão fiscal não tem de ser mais objeto de luta política, é uma necessidade. A política também exige mais civilidade. Há muita crise. É preciso levar uma palavra de estabilidade para o país crescer.

Fonte: Exame

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