Rede planeja ampliar representação com candidatos da sociedade em 2018

As diretrizes eleitorais aprovadas pela Rede Sustentabilidade, da ex-ministra Marina Silva, para 2018 prevê inovações como a reserva de 30% para as candidaturas cidadãs, destinadas a representantes da sociedade civil que não necessariamente militem no partido. Para ser candidato da Rede a governador, senador, deputado e até mesmo vice ou presidente da República, terá que defender bandeiras alinhadas com o programa do partido. Marina tem investido na aproximação com nomes bem colocados nas pesquisas de intenção de votos, como os ex-ministros do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Britto.

“Essa será uma das principais estratégias da REDE nas eleições de 2018 para engajar a sociedade no processo político. As instâncias da Rede Sustentabilidade deverão desenvolver todos os esforços para que 30% das candidaturas sejam cidadãs. Queremos que a sociedade civil reconheça a REDE como um espaço democrático em que não é necessária a atuação orgânica para apresentar plataformas e causas que sejam coerentes com nossos princípios e valores. Aí também serão incentivadas candidaturas femininas e feministas”, diz o documento com as diretrizes da REDE.

As diretrizes dão ênfase às candidaturas femininas e veta alianças com partidos que tenham políticos envolvidos em corrupção ou defendem a intervenção militar ou qualquer tipo de violência. A resolução número 9, editada pelo ELO nacional da Rede, faz uma introdução com críticas duras ao arquivamento de denúncias contra o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na Câmara e o Senado.

“Apenas o cinismo pode explicar o arquivamento das denúncias contra o senador Aécio e o presidente Temer por falta de provas. Mas o cinismo não pode ser respondido com ceticismo e o silêncio não pode ser confundido com falta de indignação. O encapsulamento que a operação Lava-Jato está sendo submetida pela política institucional será respondida pela sociedade com a operação Lava-Voto”, diz o documento.

Em relação às candidaturas majoritárias, além de buscar um projeto nacional “alternativo, inovador, ético e sustentável” para a Presidência da República, a meta da Rede é apresentar pelo menos uma candidatura majoritária em cada estado, inclusive com candidaturas femininas. E sobre as candidaturas a deputado, os coordenadores da Rede fizeram uma constatação: “a REDE conta com a melhor bancada de parlamentares no Congresso Nacional. Mas ainda é pequena” e é preciso aumentar na eleição de 2018. Nessa eleição, vamos manter a qualidade dos nossos parlamentares, mas ampliar muito nossa bancada. Elo Nacional vai indicar 18 candidaturas preferenciais a deputado federal com maior viabilidade eleitoral”, diz o documento.

E sobre a política de alianças, a REDE decidiu que seus candidatos não poderão participar de coligações que tenham candidaturas majoritárias “com personalidades envolvidas em corrupção, que apoiem a intervenção militar ou incitem qualquer forma de violência contra a pessoa humana ou grupos vulneráveis. Deverá ser observado também o histórico político dos candidatos e partidos em âmbito local, no que tange à cultura política e à postura referente às questões socioambientais”.

Fonte: O Globo

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