2018, a eleição do basta!

Sergio Araujo 

Basta! Chega de governantes incompetentes e preguiçosos. Dos corruptos desnecessário falar, viraram caso de polícia. Os brasileiros estão cansados e enojados de presidentes, governadores e prefeitos, que com “a caneta na mão” preferem a inércia da desculpa pelo não fazer, do que a ousadia e a criatividade pela construção do desenvolvimento econômico e social. Tal qual sedentários que se empanturram de guloseimas diante da televisão, os inativos administradores públicos observam o empobrecimento do país, dos estado e dos municípios e, principalmente, da população, dando-lhes tratamento de caroços de saco de pipoca, ou seja, restos descartáveis.  

Observem que esse contingente de dirigentes inúteis, ao assumirem seus cargos, sequer possuem plano de governo. Que dirá projetos de desenvolvimento. Autofágicos, se alimentam das suas vaidades e dos seus interesses. Pessoais ou do grupo que representam. Para eles, democracia é apenas um caminho para chegar ao poder e não um sistema de governo onde o povo exerce, de fato, a soberania. Assim, para eles, mais vale o voto de um parlamentar venal do que um cidadão infeliz à menos. Triste a sina de um território governado por saqueadores de esperanças.  

Como se fossem bárbaros contemporâneos, os ineptos gestores escondem suas fraquezas em atitudes ditatoriais, forjadas nas bigornas da mídia adesista e gananciosa, que não passam de estratégias nebulosas para disfarçar suas inutilidades e terceirizar responsabilidades. Dessa forma, propõem reformas estruturantes semelhantes à inquisição, não mais religiosa, mas de gênero e classe. No caso a classe é a trabalhadora e o gênero o cidadão desafortunado.  

Insensíveis, veem o crescimento do desemprego, o empobrecimento da classe média, o aumento da criminalidade, o decréscimo da qualidade do ensino público e o morticínio dos que aguardam atendimento médico ou vaga na rede hospital pública, apenas como estatística e não como consequência da falta de um governo realmente voltado para os que mais necessitam dele. Por isso não se importam em retirar direitos dos trabalhadores e em tentar vender a imagem da inutilidade da máquina pública.  

Governar é eleger prioridades. Governos competentes e bem intencionados priorizam a melhoria da qualidade de vida dos seus representados. Governos incompetentes priorizam interesses. Daí a promoção de maldades. É o que estamos observando no Brasil, no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre. “Aproveito a impopularidade para tomar medidas impopulares”, disse Michel Temer do alto dos seus 95% de rejeição. Isso explica o porquê, em meio a graves denúncias de corrupção, ele tem o desplante de pedir urgência na aprovação da reforma previdenciária. Deve ser a tese do “eu morro, mas morro atirando”. 

O mesmo ocorre com José Ivo Sartori, cujo governo “largou parado” e continua assim, apesar de ter passado dois terços do mandato. “Nunca me preocupei com pesquisa, estou fazendo aquilo que precisa ser feito”, diz o governador que transformou a vida dos servidores do Executivo estadual num verdadeiro inferno. O fato é que nada do que precisava ser feito, foi ou está sendo feito, e a situação do que já era ruim piora a cada dia que passa.  

Mas a questão, definitivamente, não é de prazo ou de tempo de gestão. Fosse assim o governo de Marchezan Júnior, com apenas oito meses de vida, não estaria sendo visto com desconfiança pelos porto-alegrenses. Adepto do liberalismo desenfreado, já descumpriu duas promessas de campanha. Disse que não iria retirar a segunda passagem do transporte coletivo e retirou, e disse que não iria aumentar impostos, e está propondo a elevação do IPTU. Isso sem falar na briga declarada contra o funcionalismo municipal, os atritos constantes com a Câmara de Vereadores, inclusive com integrantes da base aliada, e o descompasso com membros da sua equipe de governo.  Ou seja, age como “aprendiz de feiticeiro” e inicia com o pé esquerdo uma caminhada, ao que tudo indica, fadada a impopularidade e ao insucesso.   

Mas se a administração pública brasileira está contaminada pelo vírus da incompetência, pelo egoísmo e pela falta de cidadania, a solução não está tão somente na troca de nomes ou de partidos. Como bem disse o Barão de Itararé, “de onde menos se espera, daí é que não sai nada”. Se é de bons exemplos que o país está precisando, não será dessa geração de políticos, com raríssimas exceções, que ela virá. Será do próprio cidadão, o mais afetado e o mais interessado.  

Essa é a grande transformação. A grande revolução que o país está precisando. A renovação de nomes e de mentalidades. E a arma a ser utilizada precisa ser o voto consciente. Ou se desejarem, o expurgo saneador dos maus políticos. Se não encontrar alguém do seu agrado, estimule alguém que seja, ou aceite o desafio de ser o seu próprio representante. Nesse caso, escolha um partido que melhor se adeque aos seus valores cidadãos, se filie e concorra a um cargo eletivo. Ou vai insistir na atitude estéril de “enxugador de gelo”, transferindo responsabilidades e “chorando sobre o leite derramado”, pelos malfeitos de que foi vítima? 

Nunca na história desse país houve uma necessidade tão grande de empoderamento popular. Onde, finalmente, o cidadão poderá assumir, nas urnas, a sua real condição de governante da nação e de dirigente da sua vida e do seu destino. Prepare-se. É chegada a hora da eleição do BASTA! 

Fonte: Sul21

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