Saiba o que é possível aferir até agora sobre as eleições de 2018

Poder360 falou com interlocutores diversos nesta 3ª feira (26.set.2017) sobre como decantará o quadro sucessório em 2018. A derrota de Aécio Neves no STF (Supremo Tribunal Federal), afastado do Senado e impedido de sair de casa durante a noite, e os novos petardos de Antonio Palocci contra Lula e o PT demonstram que o cenário do ano que vem continua 100% aberto. Os atores principais ainda são estes, mas há chance de muitas alterações nos próximos 6 meses:

  • Lula – de zero a 10, a chance de ser candidato hoje é menor do que 5. Por razões legais, pode ser impedido de concorrer. Chamado de “pretensa divindade” por Palocci, sofreu 1 de seus maiores reveses políticos na carreira;
  • PT sem nome – o substituto natural de Lula é Fernando Haddad (ele tem menos de 5% nas pesquisas). Muitos citam Jaques Wagner, mas não sabem responder por que o ex-governador da Bahia trocaria uma eleição certa ao Senado por uma aventura numa disputa presidencial;

 

  • Geraldo Alckmin – 3 dúvidas rondam o tucano: a) vai unificar o eleitorado paulista em torno de seu nome e impedir o racha com João Doria?; b) passará incólume pela Lava Jato?; c) conseguirá encarnar “o novo” e “o nome do centro” numa eleição na qual o eleitorado parece rejeitar políticos tradicionais?;
  • João Doria – está empacado na redondeza dos 10% nas pesquisas. É 1 percentual alto para 1 novato, mas baixo para desbancar Alckmin dentro do establishment tucano;
  • Jair Bolsonaro – mais consolidado do que desejam seus adversários, lidera com folga nos cenários sem Lula. É a expressão de 1 movimento conservador mundial. Ninguém sabe o que fará se for eleito;
  • Ciro Gomes – estava demorando, mas na 3ª feira (26.set) o pré-candidato do PDT destravou a língua no Twitter sobre as reformas do atual governo: “Serão revogadas todas [as reformas] e substituídas”;
  • Marina Silva – teve cerca de 20% dos votos em 2010 e em 2014. É a 3ª via mais credenciada, mas não há sinais de que possa ultrapassar esse patamar de votos;
  • Henrique Meirelles – candidato improvável pela estampa (não é o novo) e pelos efeitos da recessão (ainda muito fortes). Só se credencia num cenário em que os brasileiros se sintam novamente como em 2010, viajando em férias para Miami e com pleno emprego. Não é fácil.

TEMER E ALCKMIN

Continua ruim o ambiente entre os Palácios do Planalto e dos Bandeirantes. Michel Temer ainda não perdoou Geraldo Alckmin pelo fato de o tucano ter apostado na queda do governo quando foi analisada a 1ª denúncia contra o presidente.

Fonte: Poder 360

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