On´s e Off´s | Marina Silva defende a alternância do poder para o fortalecimento da democracia

Por Sandro Gianelli

Arrecadação

A REDE-DF promoveu um jantar na noite de quarta-feira (4) para arrecadar recursos para o programa de TV do partido. O evento contou com a presença de Marina Silva, do Senador Randolfe Rodrigues, do deputado distrital Chico Leite, do Secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos André Lima, do diplomata Rômulo Neves e diversos pré-candidatos da sigla.

Campanha limpa

Durante o jantar a presidenciável Maria Silva aconselhou os pré-candidatos da REDE para fazerem uma campanha limpa sem clima de guerra entre os membros do partido.

“Quando fui candidata a vereadora e deputada estadual o meu santinho tinha o meu nome e minha foto e na parte de trás havia uma relação de candidatos do meu partido. Quando diziam que não iriam votar em mim eu pedia para votarem em um dos candidatos do meu partido”.

Marina Silva

Porta voz nacional da REDE e pré-candidata à presidência da República

Recomeço

Marina entende que as eleições de 2018 podem ser o começo de um Brasil capaz de encarar novos desafios e para isso é preciso compor um governo em cima de um programa e não parcelar o governo entre os partidos aliados.

Ausência de propostas

Marina criticou a campanha da ex-presidente Dilma Rousseff, que em 2014, ganhou sem apresentar um programa. “Infelizmente fomos a única candidatura que apresentou um programa para o país no primeiro turno e os adversários usaram esse programa contra nós, mas agora chegou a hora da verdade. O que dizíamos como prenúncio, infelizmente já aconteceu no Brasil”, disse.

Sem impunidade

Marina Silva lembrou do desgaste com a classe política. “Biografias antes admiráveis, hoje são lamentáveis. Não podemos passar a mão na cabeça de quem cometeu atos ilícitos. Quem errou tem que responder pelos seus crimes. Não devemos aceitar que pessoas ricas ou populares demais não possam ir para a cadeia”.

Falta de coerência

A porta voz da REDE criticou as alianças desesperadas de algumas siglas. “Partidos rivais hoje estão na defesa das mesmas bandeiras. Para combater a lava jato. Para desmoralizar o ex procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Nova geração

Marina defende que haja um intervalo no Brasil. “Chegou a hora de ganhar uma eleição construindo o país. Precisamos nos agigantarmos pela natureza das decisões tomadas. Com uma nova geração de políticos. Com lideranças que independente da ideologia política devem saber que a democracia precisa de alternância do poder”.

Dinheiro público

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 8703/17, do Senado, que cria o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para financiar campanhas eleitorais com recursos públicos. A matéria será enviada à sanção presidencial.

1,7 bilhão

Estimado em R$ 1,7 bilhão para o próximo ano, o fundo será composto, ao menos, por 30% das emendas de bancadas de deputados e senadores e pela renúncia fiscal economizada com fim da propaganda partidária nas emissoras de rádio e de TV.

Emendas de bancada

Inicialmente, estão previstos no orçamento de 2018 R$ 4,5 bilhões para emendas de bancada, dos quais R$ 1,35 bilhão (30%) serão destinados às campanhas eleitorais.

Renúncia fiscal

Deverão ser usados recursos equivalentes à renúncia fiscal com a propaganda partidária de 2017 e de 2016. Como esse tipo de propaganda ocorre somente no primeiro semestre de ano eleitoral, caso de 2016, seria o gasto com três semestres de propaganda.

Amigo do rei

Entre os candidatos de cada partido, caberá ao órgão de direção executiva nacional decidir sobre a distribuição.

* A Coluna é escrita por Sandro Gianelli e publicada de segunda a sexta no Blog do Sandro Gianelli, no Jornal Alô Brasília e no Portal Alô Brasília.

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