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RIO — O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou nesta sexta-feira em uma postagem publicada em sua página oficial que a rede social pretende ser mais transparente com anúncios, incluindo os que envolvem políticos. Segundo Zuckerberg, está em fase de testes um recurso que vai permitir a qualquer usuário ter acesso a dados sobre a publicidade feita no Facebook. O objetivo é liberar a ferramenta nos EUA antes das eleições para o Congresso de 2018.

“Quando alguém compra anúncios políticos na TV ou outros meios de comunicação, eles são obrigados por lei a divulgar quem pagou por eles. Agora, estamos trazendo o Facebook para um padrão ainda maior de transparência”, afirmou Zuckerberg.

No caso de políticos anunciantes, o Facebook trabalha em uma ferramenta que permitirá acessar o histórico de publicidade de suas páginas. A ferramenta permitirá saber, por exemplo, quanto pagou o anunciante, o perfil dos usuários atingidos e os números de engajamento da publicação.

Páginas nessa categoria terão ainda que fornecer documentação mais completa para realizar anúncios ligados às eleições. A ideia é utilizar robôs para identificar anúncios políticos que burlem as regras, como nos casos de spam. “Essas mudanças tornarão mais fácil ver o que diferentes grupos estão tentando comunicar em torno das eleições e tornarão mais difícil para qualquer um quebrar as regras. Isso não impedirá todos os atores ruins, mas é um passo importante. Teremos mais para compartilhar em breve”, escreveu o criador da rede social.

Em comunicado à imprensa, o presidente de anúncios do Facebook, Rob Goldman, declarou que, a partir do próximo mês, os usuários poderão clicar em um recurso chamado “exibir anúncios” ao visitar uma página. Os testes serão iniciados no Canadá. Nos Estados Unidos, as mudanças serão implantadas na próxima disputa eleitoral, no ano que vem. Posteriormente, a ferramenta será levada a outros países.

No Brasil, O GLOBO mostrou no início do mês que a permissão de propaganda política paga na internet por meio de “impulsionamento de conteúdos” na campanha de 2018 vai provocar uma revolução no marketing das campanhas, ao mesmo tempo que abrirá um campo de incertezas para a Justiça Eleitoral. Com a aprovação das novas regras eleitorais para 2018, as campanhas poderão “impulsionar” conteúdos publicitários nas redes sociais e nos mecanismos de busca, desde que essas postagens patrocinadas sejam financiadas por partidos, coligações ou o próprio candidato. A lei só permite propaganda positiva da candidatura, impedindo ataques aos adversários.

Fonte: O Globo