Eleições 2018: definido número de testes nos sistemas da urna para próximo ano

Com vistas às Eleições Gerais de 2018, a Justiça Eleitoral já definiu a quantidade de eventos previstos para o próximo ano a fim de realizar testes nos sistemas da urna eletrônica. Ao todo estão planejados 20 eventos, além de outros programados para aferir a transmissão do Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE).

Os testes planejados são: testes em campo nacional do cadastro eleitoral; testes em campo nacional e regional dos sistemas de candidaturas, propaganda eleitoral, totalização e do ecossistema de urna eletrônica; simulados nacional de hardware, de registro de candidatura e de transmissão; testes de desempenho dos sistemas de candidaturas e totalização; testes dos sistemas da prestação de contas (fases cadastro e análise) e teste de oficialização.

As ações são organizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reproduzem as diversas etapas de uma eleição: cadastro eleitoral, candidaturas e partidos políticos, prestação de contas, coleta e apuração de votos, totalização e divulgação. Esses sistemas eleitorais são submetidos a vários níveis de análises com objetivo e escopos distintos, abrangendo testes específicos, de integração e de usuários finais.

“Os conduzidos pelos usuários finais compreendem Simulados e Testes em Campo que implicam na validação e homologação dos sistemas juntamente com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), a fim de garantir sua qualidade, conformidade e eficácia”, explica o chefe da Seção de Integração de Sistemas Eleitorais (Seint/TSE), Alberto Araújo Cavalcante Neto.

2017

Neste ano, a Justiça Eleitoral realizou dois testes em campo para as eleições de 2018.

O primeiro ocorreu em Recife (PE), no mês de abril, e serviu para averiguar os sistemas eleitorais envolvidos com o cadastro de eleitores. O evento contou com a participação de servidores do TSE e dos TREs de Pernambuco, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Já o segundo teste em campo foi promovido no mês de setembro, em Curitiba (PR), com foco na totalização e no ecossistema da urna. O propósito foi validar e homologar, com os regionais, os sistemas eleitorais, as suas principais funcionalidades e as novidades para o ciclo eleitoral.

Além de técnicos da área de Tecnologia da Informação e da Secretaria Judiciária do TSE, o teste envolveu profissionais de 13 TREs (Acre, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Tocantins).

TPS

De 28 a 30 de novembro, o Tribunal Superior Eleitoral irá promover o Teste Público de Segurança (TPS) do Sistema Eletrônico de Votação 2017. Esse evento constitui parte do ciclo de desenvolvimento dos sistemas eleitorais de votação, apuração, transmissão e recebimento de arquivos para as Eleições Gerais de 2018.

Durante o TPS, os investigadores selecionados apresentam e executam planos de ataque aos componentes externos e internos da urna eletrônica, em ambiente exclusivo com entrada controlada e monitorado por câmeras.

Os participantes terão acesso aos componentes internos e externos do sistema eletrônico de votação – como aqueles utilizados para a geração de mídias –, apuração, transmissão e recebimento de arquivos, lacrados em cerimônia pública, incluindo o hardware da urna e seus softwares embarcados. Além disso, o TSE fornecerá o acesso ao código-fonte do sistema, primeiro passo para “entrar” na tecnologia.

O Teste Público de Segurança é um conjunto de ações controladas que visam identificar vulnerabilidades e falhas relacionadas à violação da integridade ou do anonimato dos votos de uma eleição, bem como apresentar as respectivas sugestões de melhoria.

JP/DM

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