Marketing político e eleitoral – Parte II

Brincadeiras a parte, mas com olhar numa recente pesquisa , ficou demostrado que as chances de reeleição dos majoritários estão bastante distante.   Se não vejamos.   Num clima de opinião realizado pelo IBOPE a nível de Brasil,  as chances de votos nos prefeitos atuais seriam de 22%, no candidato indicado pelo atual prefeito 8%, em um candidato de oposição ao atual prefeito 40%, não votariam em ninguém 16% e indecisos 15%.   Com o elevado grau de insatisfação com a administração municipal os eleitores parecem mais propensos a votar num candidato de oposição no próximo pleito, contudo 1/3 das pessoas poderiam votar na situação. A maior rejeição a gestão atual ocorre no interior.

Referente ao uso das mídias, segue alguns dados interessantes de confiabilidade.    Referente ao consumo diário ocorre na seguinte proporção: Em primeiro lugar a  Televisão, Rádio em terceiro, Jornal Impresso em quarto lugar e Internet em segundo lugar   Já no quesito Confia Sempre + Confia Muito: a TV fica com a segunda colocação, a Rádio em terceira lugar, o Jornal Impresso ganha a primeira colocação, a Internet em quarto, as Mídias Sociais na quinta colocação e os demais meios dividem a lanterninha.

Outro dado interessante é o crescimento do uso das mídias sociais, eu particularmente estou apostando muitas fichas, porem só se o trabalho for feito e bem feito na pré campanha.      Mais, para todo esse crescimento temos um  precursor que em 2008 dispensou o financiamento publico de campanha, utilizando a internet para arrecadar mais de US$ 150 milhões, somente em setembro, totalizando mais de US$  600 milhões durante toda  a campanha, com 3,1 milhões de doadores e sendo que a maioria das contribuições girou em torno de US$ 10 a US$ 20 por doação.    Ele, ainda tinha 130 mil seguidores no Twitter, onde mostrava os bastidores da sua campanha, esse numero em 2008 era enorme e para arrebatar, em apenas um único vídeo no Youtube, mais de 14 milhões de views.    É claro que estamos falando do Obama.

Hoje…, Donald Trump só no Twitter ele tem 6,7 milhões de seguidores, e mais de 1 milhão no Instagram. “The New York Times”, em comparação, tem uma circulação total de cerca de 2 milhões. Segundo ele próprio, ter sua conta no Twitter é como “ser dono do New York Times, sem os prejuízos”. Distrai seus seguidores regularmente, às vezes com mais de 20 tuites por dia, o que lhe permite criar seu próprio fluxo de noticias.

Partindo desse cenário, podemos ter um norte para iniciarmos os trabalhos referente ao marketing politico e eleitoral ON/OFF.     Acredito que o politico mais do que nunca, terá que dizer a verdade, terá que ter um discurso com conteúdo relevante, estrutura, segmentação, e com sua artilharia focada em resultado, planejamento, com pesquisas qualitativas, assessoria de imprensa, jurídico, contador …, estes com foco especial em campanha politica, pois não adianta ter os melhores profissionais sem que sejam especialistas no segmento falado.

Daí fica a pergunta, conseguiremos atrair os eleitores? Conseguiremos manter o foco segmentado?  Conseguiremos êxito?

Cláudio Cordeiro – Advogado, Consultor Politico ABCOP, Presidente SINAPRO/MT, Membro ALAP, Diretor da Gonçalves Cordeiro

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