“A ferramenta de ouro destas eleições será a internet”

A Minirreforma Eleitoral promoveu alterações importantes e reconfigurou as regras do jogo nas eleições deste ano para os aspirantes a cargos eletivos e para os atores políticos já consagrados. Estas alterações redimensionam o grau de importância de alguns canais de comunicação durante a campanha em sua eficiência no alcance do eleitor e de conquistar o seu voto.

As mudanças mais significativas, sem sombra de dúvida, estão no período das eleições, que esse ano contará apenas com 45 dias, metade do tempo destinado às eleições anteriores e nas restrições quanto aos financiamentos das campanhas. Isso quer dizer que novos candidatos terão um trabalho mais árduo para promover e consolidar suas candidaturas frente a políticos com carreiras já estabelecidas.

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 A ferramenta de ouro destas eleições, portanto, será a internet. Sai na frente nessa corrida quem já vem praticando um marketing de relacionamento inovador na busca do tão almejado engajamento. Redes sociais como o Facebook, Twitter, Youtube e blogs têm algoritmos diferentes para gerar e expandir alcances orgânicos de publicações, por isso as ações realizadas em cada um destes canais devem ser feitas de maneira personalizada.

Em eleições de alta intensidade como as municipais, onde o contato com o eleitor é direto, o marketing político nas redes sociais deve constituir um trabalho à parte, independente na forma de publicizar o conteúdo, mas dependente da produção do trabalho do corpo a corpo, do porta a porta do candidato.

Portanto, a lógica é que o trabalho de campo paute a produção online e não o inverso. Aquele candidato que está esperando apenas pelo dia 16 de agosto para começar a bombardear material eleitoral para a sua rede virtual de amigos pode incorrer no erro de passar por um chato, afastar o eleitor e até ser o alvo da sua antipatia, tudo isso pode acontecer menos conquistá-lo.

Em marketing de relacionamento todo cuidado é pouco e uma frase infeliz, uma resposta agressiva ou um posicionamento equivocado podem comprometer todo um trabalho de meses ou anos.

O eleitor precisa enxergar as suas aspirações e demandas sendo canalizadas para dentro dos programas de governo e plataformas de ação parlamentar, bem como sendo traduzidas em um marketing de relacionamento inteligente por meio de artes gráficas, certo humor e peças publicitárias. O êxito de uma campanha eleitoral moderna, portanto, extrapola a bom termo a sazonalidade eleitoral.

Fonte: dc.clicrbs.com.br

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Consultor em Marketing Político; especialista em pesquisa de opinião pública; autor do Blog do Sandro Gianelli; escreve a coluna On´s e Off´s, de segunda a sexta, no Jornal Alô Brasília; apresenta o programa Conectado ao Poder, aos sábados, das 12h às 14h, na Rádio OK FM. É presidente da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno.

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